Um bebê morreu após nascer na recepção do Hospital da Cidade, em Maceió, na segunda-feira (3). Segundo a família, a mãe, Morgana Lopes dos Santos, de 21 anos, aguardava atendimento quando entrou em trabalho de parto. A criança teria caído de cabeça no chão após o nascimento.

Morgana chegou à unidade por volta das 16h05, já sentindo contrações. Segundo o pai, antes de a bolsa romper, uma enfermeira aferiu a pressão da jovem e se afastou. Logo depois, a bolsa estourou e o bebê nasceu.
O pai contou que começou a gravar a situação e que, somente depois disso, funcionários se mobilizaram para atender a criança. Segundo ele, um médico levou o bebê para a UTI, enquanto Morgana permaneceu sem atendimento por alguns minutos.
“Foi em um momento que eles se mobilizaram lá, aí apareceu um médico, pegou a criança e mandou levar para a UTI”, relatou o pai em entrevista à Band.
Ainda de acordo com ele, por volta das 19h30, após procurar informações em outra recepção do hospital, recebeu a notícia de que o bebê havia morrido.
A família denuncia negligência no atendimento e pretende solicitar o prontuário médico para esclarecer as circunstâncias do caso. A advogada da vítima afirma que a demora no atendimento será investigada.
“Eles deixaram a mãe por mais de uma hora aguardando, ela estava em trabalho de parto. Isso é algo urgente e precisa de uma celeridade maior. Então assim, para uma mãe que está em trabalho de parto, prematuro, aguardar por mais de uma hora em uma recepção de hospital, isso é algo absurdo, não pode acontecer”, declarou.
A advogada informou ainda que a família pretende reunir a documentação médica e registrar os fatos conforme o que consta no prontuário.
A família informou que Morgana estava entrando no sétimo mês de gestação. Em nota, porém, o Hospital da Cidade declarou que a paciente estava grávida de seis meses.
Segundo o hospital, Morgana foi acolhida e passou por triagem e avaliação médica. Ainda de acordo com a unidade, ela entrou rapidamente em trabalho de parto durante a triagem. O hospital afirmou que a maternidade contava com equipe completa de plantão para a assistência obstétrica.
A unidade não informou as circunstâncias da morte do bebê nem respondeu especificamente à denúncia de que a criança teria caído no chão. O hospital declarou que abriu um procedimento interno para apurar o caso.
Morgana permanece internada e recebe acompanhamento de uma equipe multiprofissional. A família também está sendo atendida pelo Serviço Social e por profissionais de psicologia.
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