A decisão da Justiça de revogar a prisão do engenheiro Carlos Eduardo Marques Ângelo, acusado de atropelar e matar o motociclista Edson Barbosa Dias, de 47 anos, provocou revolta na família da vítima. Em entrevista à Band Piauí, a esposa de Edson, Genilda Alves, afirmou que a soltura trouxe uma sensação de impunidade.

“Hoje, para mim, é uma sensação totalmente de impunidade, porque a pessoa que matou o meu esposo, exatamente quando estava fazendo seis meses, foi solto. Para a gente fica a sensação de que aqui no Brasil não tem leis, não tem justiça”, declarou.
Edson morreu no dia 15 de março, após ser atropelado na Avenida Frei Serafim, em Teresina. Carlos Eduardo estava preso desde o caso e teve a prisão revogada pela 1ª Câmara Especializada Criminal do Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI), em decisão unânime.

Os desembargadores acompanharam o voto do relator, Pedro de Alcântara Macêdo, e concederam o habeas corpus apresentado pela defesa.
Medidas cautelares
Apesar da soltura, o engenheiro deverá cumprir medidas determinadas pela Justiça. Entre elas estão comparecimento quinzenal, proibição de frequentar bares, restaurantes e festas e de manter contato com familiares da vítima e testemunhas.
Ele também não poderá deixar a comarca sem autorização, deverá permanecer em casa das 19h às 6h e será monitorado por tornozeleira eletrônica durante 180 dias.
A decisão ainda suspende o direito de dirigir e impede que Carlos Eduardo obtenha habilitação até o julgamento do processo. O descumprimento das medidas pode resultar em novas cautelares ou até na decretação de uma nova prisão.
Reação da família
Genilda contou que a filha de oito anos ainda sofre com a morte do pai e afirmou que a família enfrenta dificuldades desde o acidente.
“Minha filha de oito anos todo dia chora a perda do pai. A gente não aceita, a gente só está vivendo, sobrevivendo com a falta do meu esposo”, afirmou.
A viúva também pediu que o processo tenha continuidade e que o acusado seja responsabilizado pelo que ocorreu.
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