Sexta, 25 de setembro de 2026, 20:00
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Ivete Sangalo e Angélica defendem voto feminino: 'É sempre luta'

Cantora e apresentadora reagiram à onda de ataques contra o direito garantido desde 1932.

Ivete Sangalo e Angélica defenderam publicamente o direito do voto feminino no Brasil, conquistado em 1932. Durante o "Angélica ao Vivo", a cantora e a apresentadora afirmaram que é preciso se unir contra a onda de críticas na internet ao direito e disseram que há uma tentativa de instaurar um retrocesso no país. 

  
Ivete Sangalo e Angélica defenderam o direito do voto feminino. 
 
Angélica começou o assunto dizendo que "parece mentira", mas que a onda de críticas ao voto feminino é atual em 2026. "Em pleno 2026, o direito das mulheres de ir às urnas voltou a virar assunto e o que não falta são grupos organizados falando que mulher vota mal, que o voto feminino era um erro, mulheres defendendo também que abririam mão do direito de votar", disse, o que ela classifica como absurdo. 

"É um absurdo, a gente pode discordar de tudo, inclusive do voto do outro, mas questionar o direito de uma mulher de escolher os rumos do país, é outra coisa. Faz menos de um século que as mulheres conquistaram o direito de votar no Brasil", disse Angélica, que citou a frase da pensadora francesa Simone de Beauvoir: "Nenhum direito nosso é garantido para sempre, a gente deve estar atenta". 

Ivete, em seguida, disse que há uma tentativa de instaurar um retrocesso. "Você sabe que há tentativa de instaurar um retrocesso. Aonde há um progresso há tentativa de um retrocesso e fica muito evidente, isso é uma realidade na vida da mulher. As lutas são bem severas, é sempre luta", pontuou. 

Ela ainda disse que essa onda é uma "tentativa de colocar a supremacia masculina". "E essa visão sobre a mulher, o sentimento da inferioridade do feminino, é uma tentativa de colocar na supremacia masculina mesmo, de se sobrepor ao poder feminino que é dito, direito que é definido, independente de gênero", disse. 

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