Nesta semana, iniciou-se a paralisação no transporte coletivo da capital, uma ação que faz parte de um movimento de reivindicação dos trabalhadores pelo reajuste do salário de 12%, e também dos benefícios, como plano de saúde e o ticket de alimentação. A paralisação aconteceu das 6h até as 8h desta segunda-feira (18), com previsão de durar até a próxima segunda (25) em diferentes horários, caso não haja solução. A STRANS também iniciou cadastramento de transportes alternativos em caso de greve.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Piauí (Sintetro-PI), Antônio Cardoso, disse em entrevista à TV Band Piauí sobre a situação que levou à paralisação, as medidas que estão sendo tomadas e sobre a possibilidade de greve caso não haja acordo.

"O trabalhador construiu uma proposta aqui nessa sede, em assembleia. Foi levado ao sindicato patronal, foi levado a conhecimento também da STRANS, também a gestão do município como prefeito e vice e também os consórcios, também ao judiciário", afirma Antônio Cardoso, que relata sobre terem encaminhado os ofícios para todos os envolvidos na negociação, mas não obteve êxito. "O que aconteceu foi que na primeira negociação o sindicato patronal ofereceu zero e agora nessa segunda mesa ofereceu 3%, que é abaixo da inflação, do período que é de 4,11%. Mas isso não contempla a categoria, porque de fato a gente teve praticamente 3, 4 anos sem reajuste no salário e as percas dos benefícios", relata o presidente.
Com as mobilizações ocorrendo também no horário da tarde, Antônio Cardoso afirma que ainda não estão em greve, e que as paralisações podem variar os locais e horários. "A gente queria pedir desculpas ao teresinense. A sabe das dificuldades que já são muitas, com relação à pouca quantidade de ônibus durante a semana, né? e aí o pessoal precisa vir trabalhar, escola, médico, mas a gente pede a compreensão deles nesse momento difícil e também sucateamento da frota né, que tem várias portas caindo e não é a primeira, e agente tem medo que possam ser culpados o motorista e o cobrador, quando alguém se acidentar, por que isso é grave", afirma à população, lamentando também a situação precária do transporte público.
"O ônibus mais novos que a gente tem aqui nessa frota são de 2018, e o prefeito autorizou por mais dois anos que esses ônibus continuassem circulando, na realidade enquanto as outras capitais foram renovadas a frota, aqui nós estamos num colapso total, em decadência dessa não renovação da frota", diz Antônio Cardoso sobre a atual situação. "Existe um contrato, o poder concedente é o município, e se essas empresas não contemplam o prefeito, que ele rompesse o contrato", Cardoso responsabiliza e afirma entender que o prefeito é o gestor máximo responsável direto pela concessão do transporte público em Teresina.
Segundo Cardoso, o presidente do Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (SETUT), Edimilson Carvalho, lamentou a situação por meio de ligação, queria possibilitar um reajuste melhor, mas que diante da negligência da prefeitura do município, nada poderia ser feito.
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