O Instituto de Previdência de Maceió (Iprev), investigado pela Polícia Federal após aplicar cerca de R$ 117 milhões em títulos do Banco Master, também é alvo de questionamentos sobre a transferência de cinco imóveis da Prefeitura para o patrimônio do órgão.

A medida preocupa servidores, principalmente sobre a capacidade dos imóveis de gerar recursos para o pagamento de aposentadorias e pensões. Para a presidente interina do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Alagoas (SinTEAL), Consuelo Correia, é necessário garantir que os bens tragam retorno financeiro ao fundo.
“Qual a garantia que nós teremos de que esses imóveis garantirão rentabilidade para que a gestão consiga pagar as aposentadorias daqueles que estão aposentados e dos futuros aposentados?”, questionou.
Entre os imóveis estão dois prédios no Centro de Maceió: o Edifício Palmares, que passou quase dez anos sendo oferecido em leilão, e o Edifício Ary Pitombo, que deve abrigar a futura sede do Centro Administrativo. Neste caso, a Prefeitura deverá pagar aluguel ao Iprev pelo uso do prédio.
A lista inclui ainda um prédio e um terreno no Litoral Norte, além de uma área com mais de 63 mil metros quadrados no Bebedouro, bairro afetado pelo afundamento do solo relacionado à atividade da Braskem.
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