Polícia

Ministério Público denuncia nove acusados de integrar facção criminosa em Teresina

Denúncia se baseia em investigação da Polícia Civil do Piauí e resulta em prisões preventivas.

A denúncia feita pelo Ministério Público do Estado do Piauí, através do promotor João Batista de Castro Filho, envolve nove pessoas acusadas de integrarem um núcleo da facção criminosa Bonde dos 40 em Teresina.

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Ministério Público denuncia nove acusados de integrar facção criminosa em Teresina. FOTO: Reprodução — ASCOM/MP-PI.


O processo penal foi ajuizado no último dia 20 e se baseou em um inquérito policial da Polícia Civil do Piauí, que resultou no indiciamento dos acusados.

O início da investigação se deu a partir da apreensão de um caderno de anotações em posse de um membro do Bonde dos 40, onde constavam nomes em uma lista denominada “caixinha do mês”. Tal lista faz referência à arrecadação feita pelos integrantes das facções, para financiar as práticas criminosas do grupo.


Admissão de culpa e provas

Durante os depoimentos prestados às autoridades policiais, alguns dos acusados admitiram integrar o núcleo do Bonde dos 40 que atua na zona sul de Teresina.

Além disso, a extração de dados de aparelhos telefônicos pertencentes aos denunciados confirmou o envolvimento com a facção, resultando em provas contundentes apresentadas pelo Ministério Público.


Crime organizado e tráfico de drogas

Na denúncia apresentada, o promotor João Batista de Castro ressaltou que a conduta dos acusados se enquadra no crime de integrar organização criminosa.

“A estrutura debatida atende a todos eles, já que grupo se organiza de forma predeterminada e estruturada, onde existem ‘Núcleos’ específicos, cada integrante com funções pré-definidas, com a finalidade precípua de praticar os ilícitos penais”, frisou Castro.

Além disso, dois dos acusados, John Natanael e Elivan Cardoso, também foram denunciados por tráfico de drogas, com base nos depoimentos colhidos e nas evidências encontradas pela Polícia Civil.


Prisões preventivas e habeas corpus

Todos os denunciados foram presos temporariamente em março pelo DRACO, sendo que a juíza Lucyane Martins Brito converteu as prisões temporárias em preventivas no dia 15 de maio.

Com exceção de um dos indiciados, Marcos Vinícius Bezerra Tomaz, que não teve provas robustas suficientes para sua associação à facção criminosa. Sua defesa ingressou com um habeas corpus e, no último dia 21, o desembargador Erivan Lopes deferiu o pedido, determinando a expedição do alvará de soltura.

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