A Polícia Federal cumpriu oito mandados de busca e apreensão nesta segunda-feira (10) para investigar possíveis irregularidades em investimentos de R$ 97 milhões realizados pelo Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Maceió (Iprev) no Banco Master.
As ações ocorreram em Alagoas e São Paulo e foram autorizadas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Os valores foram aplicados pelo instituto em duas operações. Em 2023, foram investidos R$ 80 milhões e, no ano seguinte, outros R$ 17 milhões. Na sede do Iprev, em Maceió, os agentes recolheram documentos e computadores que podem ajudar a esclarecer como os aportes foram autorizados.
Entre os pontos analisados pelas investigações estão o credenciamento do Banco Master, as cotações, a avaliação dos riscos e a atuação dos órgãos responsáveis pela governança e aprovação das aplicações.
O STF também autorizou o bloqueio de valores e o sequestro de bens dos seis investigados, com limite de R$ 97 milhões.
Seis pessoas são investigadas
A apuração envolve pessoas que ocupavam cargos estratégicos no Iprev e também representantes de empresas e órgãos ligados às decisões sobre os investimentos.
Ronnie Reyner Teixeira Mota, ex-diretor-presidente do instituto, é apontado como responsável por assinar as autorizações que formalizaram as aplicações. Gustavo Antônio Rodrigues de Souza, que era coordenador-geral de Investimentos e é cunhado de Ronnie, participava da análise das propostas e do encaminhamento dos processos.
Também está na mira da PF Renan Calamia, Marília Alexandre de Lima Alves e Marcelo Brasileiro Santos.
O sexto investigado é João Felipe Alves Borges, atual secretário municipal de Fazenda de Maceió. Na época dos investimentos, ele fazia parte do Conselho de Administração do Iprev, responsável por estabelecer diretrizes e políticas para os investimentos do instituto.
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