Um homem identificado pelas iniciais R.D.S. foi preso em Teresina, suspeito de praticar estelionato por meio da venda de falsas cartas de crédito, nesta terça-feira (06). De acordo com a Polícia Civil, ele é proprietário de uma empresa de consórcios localizada na avenida Campos Sales e já responde a, pelo menos, quatro inquéritos policiais relacionados ao crime.
Segundo as investigações, o suspeito oferecia cartas de crédito supostamente contempladas mediante pagamento de entradas elevadas, prometendo liberação do valor em até 40 dias. No entanto, o dinheiro nunca era repassado às vítimas.
De acordo com o delegado Sérgio Alencar, várias pessoas procuraram a delegacia após perceberem que haviam sido enganadas. O golpe consistia em induzir as vítimas a acreditarem que receberiam a carta de crédito de forma imediata, quando, na prática, tratava-se de contratos comuns de consórcio.
Foto: Divulgação“No caso desse homem de iniciais RDS, responsável pela prática de vários estelionatos aqui no Centro de Teresina. Ele é proprietário de uma empresa de consórcio e o golpe praticado por ele consistia em vender falsas cartas de crédito. As pessoas, ele prometia ali, mediante uma entrada em um valor que variava de 15 mil, 20 mil a 30 mil reais, que com um mês, 40 dias, receberia uma carta de crédito contemplada. Ao chegar do dia marcado, não ocorria o pagamento.”, explicou o delegado.
Ainda segundo Sérgio Alencar, ao não cumprir o acordo, o suspeito alegava que as vítimas haviam assinado contratos de consórcio, modalidade que só permite a contemplação por meio de sorteio ou lance, o que gerava frustração e prejuízo financeiro.
A polícia informou que, após o registro das ocorrências, foram instaurados procedimentos investigativos, com coleta de provas e representação pela prisão do empresário, que foi cumprida após a conclusão do inquérito.
Sobre a possível participação de outras pessoas, o delegado destacou que os funcionários da empresa também estão sendo investigados.
“Ele tem uma empresa que vende consórcios aqui na avenida Campos Sales. Então lá diariamente passam várias pessoas. Ele tem vários empregados, vários vendedores, e todos estão sendo investigados para saber se agiam de boa-fé ou com má-fé. A investigação vai determinar quem for responsável pelo cometimento de crimes.”
Em relação ao prejuízo financeiro, a Polícia Civil afirmou que ainda não é possível mensurar o valor total, já que nem todas as vítimas formalizaram denúncias. No entanto, os valores pagos variavam entre R$ 15 mil e R$ 35 mil por contrato.
Somente nesta semana, novas vítimas procuraram a delegacia para relatar o golpe. A polícia não descarta novas prisões à medida que os inquéritos avancem.
Dê sua opinião: