Polícia

Técnica de enfermagem investigada por tentar retirar recém-nascida recebe prisão domiciliar

O pedido foi feito por meio de habeas corpus após a apresentação de um diagnóstico psiquiátrico.

A Justiça do Piauí concedeu prisão domiciliar humanitária à técnica de enfermagem Auricélia de Sousa Rocha, de 42 anos, investigada por tentar retirar uma recém-nascida da Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina.  

  
Auricélia de Sousa Rocha Foto: Divulgação / SSP
 
 
 

Segundo a defesa, o pedido foi feito por meio de habeas corpus após a apresentação de um diagnóstico psiquiátrico. O advogado responsável pela defesa da mulher afirmou que a decisão considerou a necessidade de tratamento especializado para a investigada. 

Além da decisão judicial, o Conselho Regional de Enfermagem do Piauí (Coren-PI) suspendeu cautelarmente o exercício profissional de Auricélia. A medida foi publicada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (29). 

O conselho também abriu um processo ético para apurar a conduta da técnica de enfermagem. Entre os pontos que serão analisados estão a suspeita de utilização da condição profissional durante a tentativa de retirada da criança, a vulnerabilidade da vítima e os possíveis riscos relacionados à atuação da profissional. 

O processo investiga possíveis infrações a nove artigos do Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem. A suspensão tem efeito imediato e impede a técnica de exercer a profissão até uma decisão final. Auricélia poderá recorrer da medida no prazo de 15 dias, mas o recurso não suspende os efeitos da decisão. 

Entenda o caso 

Auricélia de Sousa Rocha foi presa no dia 8 de julho, dois dias após o episódio envolvendo uma recém-nascida na Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa. 

  
Auricélia de Sousa Rocha
 
 
 

Segundo as investigações, a técnica de enfermagem teria tentado deixar a unidade levando o bebê. A ação foi interrompida e a criança permaneceu sob os cuidados da equipe da maternidade e da família. 

A profissional teve a prisão preventiva decretada e permaneceu presa durante o andamento inicial do caso. Posteriormente, a defesa apresentou documentação relacionada à saúde mental da investigada e pediu a substituição da prisão. 

Com a nova decisão da Justiça, Auricélia deverá cumprir prisão domiciliar humanitária e receber acompanhamento médico enquanto o processo continua. 

Veja Também

Dê sua opinião: