Terça, 27 de janeiro de 2026, 06:51
Política

Mainha defende redução da máquina pública e critica gestão fiscal do Piauí

Pré-candidato ao Governo do Estado afirma que oposição deve ir unida ao segundo turno e diz que atual modelo “gasta muito e gasta mal”

O pré-candidato ao Governo do Piauí pelo Podemos, José Maia Filho, o Mainha, defendeu a redução do número de secretarias estaduais, o enfrentamento à criminalidade e mudanças no modelo de gestão fiscal do estado. As declarações foram feitas nesta quinta-feira (22), durante entrevista ao programa Boa Tarde Piauí.

Trajetória política

Com 30 anos de atuação na vida pública, Mainha relembrou o início da trajetória política aos 21 anos, quando disputou a primeira eleição. Ele foi prefeito de Itaínópolis por dois mandatos, presidiu a Associação Piauiense de Municípios (APPM) e atuou como deputado federal também por dois mandatos.


Foto: Band Piauí“Esse ano faz 30 anos que eu coloquei pela primeira vez o meu nome em uma urna. Comecei muito novo na vida pública e aprendi, principalmente como prefeito de cidade pequena, a resolver os problemas de forma imediata, porque o cidadão bate direto na porta do prefeito.”

Críticas ao governo Rafael Fonteles

Durante a entrevista, Mainha fez críticas à gestão do governador Rafael Fonteles (PT) e afirmou que o Piauí enfrenta problemas estruturais, como insegurança alimentar, baixos salários e falta de planejamento econômico.

“O Piauí não pode ser a periferia do Brasil. O Piauí é o Brasil que pulsa, mas hoje vive uma gestão fiscal péssima, sem planejamento e sem atrativos para gerar emprego.”

O pré-candidato citou dados do IBGE, afirmando que cerca de 40% da população vive em situação de insegurança alimentar, além do déficit de UTIs, baixos salários e dificuldades na área da segurança pública.

Propostas para segurança e economia

Entre as propostas, Mainha defendeu o enxugamento da máquina pública, com redução do número de secretarias.

“O Piauí tem hoje cerca de 18 secretarias. Minas Gerais, que tem cinco vezes mais população, funciona com 12. O Estado precisa ser mais leve e eficiente.”

Na segurança pública, o pré-candidato defendeu o combate às facções criminosas e a valorização dos profissionais da área.

“Quem protege a nossa vida não pode ficar em último lugar. Vamos enfrentar as facções criminosas e valorizar o policial.”

Energia, impostos e desenvolvimento

Mainha também criticou a política de tributação da energia no estado, especialmente a discussão sobre a taxação da energia solar.

“O Piauí tem um dos maiores potenciais do Brasil para energia solar e eólica, mas paga uma das energias mais caras do país. Isso afasta empresas e investimentos.”

Oposição e cenário eleitoral

Ao comentar o cenário político, Mainha defendeu que todos os partidos de oposição lancem seus candidatos no primeiro turno. Ele citou Lúcia Santos (PSDB), Tony Rodrigues (PL) e Margarete Coelho (Progressistas) como nomes colocados na disputa.

“A ideia de que a oposição dividida se enfraquece é equivocada. O mais forte vai para o segundo turno, e aí sim a oposição se une.”

Segundo ele, a eleição deve ser decidida pelo debate público e não por acordos políticos de bastidores.

Podemos no Piauí

Sobre o Podemos, Mainha afirmou que o partido passa por um processo de reorganização no estado, com apoio da presidente nacional Renata Abreu e do pastor Everaldo.

“Vamos crescer trazendo pessoas novas, independentes, que acreditam em uma nova forma de fazer política.”

Eleição e debate público

Ao citar exemplos históricos, Mainha lembrou vitórias consideradas improváveis na política piauiense, como as eleições de Mão Santa, Wellington Dias e Firmino Filho, destacando que o resultado eleitoral depende do debate com a população.

“A política é a arte do imponderável. O que vai decidir essa eleição é o debate e a reflexão do povo do Piauí.”

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