A vereadora Teresinha Medeiros (MDB), falou sobre o Projeto de Lei nº 07/2026, que propõe a criação de espaços destinados aos motoristas de aplicativo no Aeroporto Senador Petrônio Portella, de Teresina. Na manhã desta quarta-feira (03), a parlamentar relatou sobre o caso do motorista esfaqueado no aeroporto na madrugada do último dia 23 de maio.

Em discussão sobre a questão da Câmara Municipal de Teresina poder legislar ou não, Teresinha Medeiros afirmou que o projeto está tramitando nas comissões, e logo após, irá para o plenário para a votação. "A própria Constituição Federal, ela garante, o próprio artigo 5º também da Constituição Federal, que nós podemos legislar e também uma recente decisão do STF que o município pode legislar. Portanto, nós vereadores podemos legislar", afirma a vereadora.
Um motorista de aplicativo que estava trabalhando no Aeroporto Senador Petrônio Portella, enquanto ao discutir com um taxista, acabou sendo esfaqueado. "Um outro trabalhador veio para cima dele e deu várias facadas nele, porque o taxista se achava no direito de que os motoristas de aplicativo não tinham direito de estar ali. E por esse motivo nós apresentamos esse projeto de lei que é constitucional e que é preciso unir forças", afirmou Teresinha, ressaltando que: "Não podemos viver em um país, em um estado, em um município onde a violência prevalece, nós temos que ter mais tranquilidade para viver a nossa vida e as pessoas serem mais tolerantes".
Ao relatar sobre a situação atual do aeroporto, Teresinha Medeiros exigiu organização da parte de todos os motoristas, não apenas dos taxistas, e falou sobre quais medidas devem ser tomadas pela prefeitura. "A Prefeitura Municipal de Teresina e os órgãos competentes para que a própria Infraero com a Prefeitura Municipal de Teresina, que é quem tem o poder de fazer essa organização, que possa estar verificando e cumprindo a lei", afirma a vereadora.
"É nesse sentido que nós vamos fazer audiência pública aqui com todas as instituições, Ministério Público, Sindicato dos Taxistas, dos motoristas de aplicativo e autoridades a mais que são competentes para se discutir uma saída melhor para todos os trabalhadores", concluiu a parlamentar.
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