O presidente do Partido Novo no Piauí, Tony Kerley, afirmou que não descarta disputar um cargo nas eleições de 2026 e defendeu um modelo de gestão pública baseado em critérios técnicos e eficiência no uso dos recursos. As declarações foram dadas durante entrevista ao programa Boa Tarde Piauí, da TV Band, nesta quarta-feira (26).
Durante a entrevista, o professor fez um balanço de sua trajetória após a disputa pela Prefeitura de Teresina e destacou que segue atuando como cidadão comum, mantendo participação ativa no debate político por meio das redes sociais.
Segundo ele, sua candidatura teve como objetivo apresentar uma alternativa ao modelo tradicional de fazer política na capital piauiense.
Foto: Band Piauí“Eu sempre disse durante a campanha que, apesar de estar como candidato, eu era um cidadão comum, que não depende de política. Eu queria propor um modelo alternativo de gestão, uma gestão técnica, especializada, onde o dinheiro público fosse aplicado de forma eficiente e chegasse à população”, afirmou.
Tony Kerley também comentou sobre o desempenho em pesquisas recentes, nas quais seu nome aparece como possível opção para o Governo do Estado. Para ele, esse cenário revela uma parcela do eleitorado insatisfeita com a política tradicional.
“Existe uma parte da população que não quer o modelo tradicional e busca alguém com capacidade de resolver problemas. Fiquei positivamente surpreso ao ver meu nome citado em pesquisa, isso mostra que há espaço para uma alternativa”, disse.
Ao falar sobre o Partido Novo, o presidente estadual reforçou o posicionamento ideológico da sigla, destacando a defesa de um Estado mais eficiente e com menor carga tributária.
“Ser de direita, para nós, é defender um Estado menor, mas eficiente. Não significa acabar com serviços públicos, pelo contrário, é garantir que o dinheiro do cidadão seja bem aplicado, sem desperdícios”, explicou.
Sobre os bastidores políticos para 2026, Tony Kerley comentou a reunião com o pré-candidato ao governo Joel Rodrigues (Progressistas), mas negou que tenha tratado de uma possível composição como vice.
“Não houve discussão sobre composição de chapa. Foi uma conversa institucional entre partidos para alinhar ideias e discutir o futuro do Piauí”, afirmou.
Mesmo assim, ele não descartou participar de uma chapa majoritária ou disputar outro cargo, ressaltando que a decisão dependerá das diretrizes nacionais do partido.
“Eu não descarto nenhuma possibilidade. Estou aguardando as definições do cenário nacional para tomar uma decisão alinhada com o partido”, disse.
Tony Kerley também criticou o aumento de impostos e defendeu políticas voltadas para geração de emprego e renda, além da valorização da gestão técnica nas secretarias.
“O cidadão sente o peso dos impostos no dia a dia. O que defendemos é eficiência no gasto público e incentivo à produção. As secretarias devem ser ocupadas por técnicos, não por indicações políticas”, afirmou.
Por fim, ele avaliou o cenário político como cada vez mais polarizado, tanto em nível nacional quanto estadual, e destacou o surgimento de um sentimento de mudança no Piauí.
“Vejo um cenário de polarização crescente e, no estado, um sentimento de mudança surgindo. A população quer um modelo diferente de gestão”, concluiu.
Dê sua opinião: