Diante dos altos índices de gravidez não planejada, acima da média nacional, Teresina tem reforçado políticas públicas de planejamento familiar com foco na ampliação do acesso a métodos contraceptivos e na orientação da população nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).
Teresina enfrenta índices elevados de gravidez não planejada, realidade que supera a média nacional e é confirmada pela experiência de profissionais da saúde. Nas regiões mais vulneráveis da capital, mais de 70% das gestações acompanhadas não foram planejadas, cenário que acende um alerta para a saúde pública devido ao aumento de riscos como hipertensão, diabetes gestacional e mortalidade materna e infantil.
Foto: Ascom FMS Para enfrentar esse desafio, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) tem ampliado a oferta de métodos contraceptivos e fortalecido as ações de planejamento familiar nas Unidades Básicas de Saúde. Atualmente, as 91 UBS da capital disponibilizam preservativos, pílulas anticoncepcionais, injetáveis e a pílula do dia seguinte.
A rede municipal deve avançar ainda mais nos próximos meses. Cerca de 40 unidades passarão a oferecer o Implanon, um método contraceptivo hormonal de longa duração, após a capacitação das equipes de saúde.
Na rede especializada, o Centro de Saúde Lineu Araújo realiza a inserção do DIU de cobre. Já o Hospital da Polícia Militar, referência estadual, atende pacientes encaminhados pelas UBS e disponibiliza DIU hormonal, DIU de cobre, Implanon, além de procedimentos definitivos como vasectomia e laqueadura.
As maternidades também integram a rede de atendimento. A Maternidade do Satélite oferece a laqueadura durante ou após o parto, enquanto a Maternidade Wall Ferraz, localizada no bairro Dirceu, disponibiliza o procedimento e também o DIU de cobre.
Segundo Ketiana Guimarães, apoio da saúde da mulher e da criança da FMS, o planejamento familiar é essencial para a redução de riscos. “É importante planejar antes de iniciar a vida sexual ativa, para evitar uma gravidez não planejada. Pesquisas nacionais mostram que mais da metade das gestações no Brasil não são planejadas, o que aumenta a probabilidade de complicações e compromete o acompanhamento pré-natal, fatores que elevam o risco de óbito materno e infantil.”
Ela destaca ainda que a integração entre UBS, hospitais especializados e maternidades busca garantir o acesso à informação e aos métodos contraceptivos. “Queremos transformar realidades: reduzir drasticamente os índices de gravidez não planejada e assegurar que cada mãe e cada criança tenha uma vida mais saudável e segura”, finaliza.
Dê sua opinião: