Quarta, 09 de setembro de 2026, 06:18
Saúde

SUS registra mais de 85 mil internações por infarto em 2026

Nos anos completos, o número de hospitalizações por infarto aumentou 97,4% entre 2015 e 2025.

Mais de 85 mil internações por infarto agudo do miocárdio foram registradas no Sistema Único de Saúde (SUS) entre janeiro e maio de 2026. Foram 85.039 hospitalizações no período, segundo dados do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS), disponibilizados pelo DATASUS e analisados em estudo publicado em agosto. O levantamento considera apenas os cinco primeiros meses do ano. 

  
Mais de 85 mil internações por infarto agudo do miocárdio no SUS. 
 
 
 

Nos anos completos, o número de hospitalizações por infarto aumentou 97,4% entre 2015 e 2025, passando de 101.208 para 199.819 registros. O estudo foi elaborado a partir de dados do SIH/SUS sobre internações com diagnóstico principal de infarto agudo do miocárdio. 

Não existe um exame único capaz de prever a ocorrência de um infartoSegundo Daniel Marotta, cardiologista da Rede de Hospitais São Camilo, a análise considera um conjunto de fatores, entre eles pressão arterial, colesterol, glicemia, idade, histórico familiar e hábitos de vida. “Não existe um exame isolado capaz de prever um infarto. A avaliação considera o conjunto de fatores de risco, como pressão arterial, colesterol, glicemia, idade, histórico familiar e hábitos de vida. A partir desses dados, o médico define a necessidade de acompanhamento ou de exames complementares”, afirma. 

A combinação de diferentes fatores também pode influenciar o risco cardiometabólico, segundo Marotta. “O histórico familiar merece atenção porque pode modificar a avaliação mesmo quando os exames de rotina estão dentro dos valores esperados. A combinação de diferentes fatores também importa: obesidade, alterações da glicose, colesterol e pressão alta podem se somar e aumentar o risco cardiometabólico”, reitera. 

Quais exames podem ser solicitados? 

Entre os exames que podem fazer parte da avaliação estão a medição da pressão arterial, o perfil lipídico, a glicemia de jejum e a hemoglobina glicada. Também podem ser indicados eletrocardiograma, teste ergométrico, ecocardiograma, Holter e Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial (MAPA). 

A investigação também pode incluir ainda exames de função renal, ferramentas de estratificação do risco cardiovascular e, em situações específicas, exames de imagem, como o escore de cálcio coronariano. 

A indicação depende de fatores como idade, sintomas, fatores de risco, histórico familiar e resultados encontrados inicialmente. Nem todos os pacientes precisam realizar os mesmos exames. Dor ou pressão no peito, falta de ar, palpitações, desmaio e cansaço fora do habitual estão entre os sintomas que podem justificar investigação. 

Fonte: Band.com.br/ Nicole Defillo Vieira do Carmo

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