Sexta, 09 de outubro de 2026, 20:33
Saúde

Teresina tem cobertura de 72,8% na segunda dose da vacina contra o sarampo

FMS alerta para a importância da imunização diante do registro de casos no Brasil; Piauí não confirma casos da doença desde 2019.

A cobertura da segunda dose da vacina contra o sarampo em Teresina está em 72,8%, abaixo da meta de 95% recomendada para interromper a transmissão do vírus. Diante do registro de novos casos no Brasil e da circulação da doença em outros países das Américas, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) reforça a importância de manter a vacinação em dia.

  
FMS alerta para a importância da imunização. FMS
 
 
 

Segundo o Ministério da Saúde, até 5 de outubro de 2026, o Brasil registrou 52 casos de sarampo: 41 em São Paulo, dez no Amazonas e um no Rio de Janeiro.

No Piauí, não há casos confirmados desde 2019, ano em que também foi registrado o último caso em Teresina. Segundo Johansen Pitta, chefe do núcleo de agravos imunopreveníveis da FMS, manter a cobertura vacinal é essencial para evitar a reintrodução da doença.

Onde se vacinar?

A vacina está disponível em 91 Unidades Básicas de Saúde (UBS) e nas maternidades municipais, em dias úteis, nos turnos da manhã e da tarde. Também é oferecida no posto do Teresina Shopping, de segunda a sexta-feira, das 13h às 18h, e aos sábados, das 10h às 20h.

Crianças devem receber a primeira dose da tríplice viral aos 12 meses e a vacina tetra viral aos 15 meses. Pessoas de 5 a 29 anos sem comprovação vacinal ou com esquema incompleto devem receber duas doses da tríplice viral. Entre 30 e 59 anos, a recomendação é uma dose. Profissionais de saúde devem receber duas doses, independentemente da idade, respeitadas as contraindicações.

Quais são os sintomas?

O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, transmitida pelo ar por meio de secreções expelidas ao falar, tossir ou espirrar.

Os principais sintomas são febre, tosse, coriza, irritação nos olhos e manchas vermelhas na pele, que começam geralmente no rosto e se espalham pelo corpo. A doença também pode causar complicações, como pneumonia, diarreia e encefalite.

Como não há tratamento específico, a vacinação é a principal forma de prevenção. A FMS orienta a população a verificar o cartão de vacinação e completar o esquema recomendado.

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