A quebra do sigilo telefônico da vereadora Tatiana Medeiros em operação do PF, trouxe à público um áudio do seu namorado, onde sugeriu a um suposto companheiro de negócios identificado como Jorge Júnior, que “agora tem vereadora na câmara para ajudar, que estão com um mandato lá”.
Em conversa de Whatsapp, Alandilson Cardoso Passos, que está preso no estado de Minas Gerais, afirma que gastou R$ 1.000.000 milhão na campanha eleitoral de Tatiana para que a parlamentar fosse eleita e disse a Jorge Júnior: “Te botar no meio, meu filho”.
A vereadora Tatiana Medeiros passou por audiência de custódia na manhã desta sexta-feira (4), no Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI). Durante a sessão, a defesa da vereadora solicitou a suspensão da prisão preventiva, enquanto o Ministério Público Federal pediu vistas do processo. No entanto, o juiz Luiz Henrique Moreira Rêgo decidiu manter a prisão de Tatiana Medeiros. Ele, no entanto, concedeu a transferência da parlamentar para uma sala de Estado Maior, no Quartel do Comando Geral (QCG).
A parlamentar foi presa pela Polícia Federal por suposto crime eleitoral, possível envolvimento com facção criminosa e compra de votos com dinheiro oriundo da organização. A ação faz parte da segunda fase da Operação Escudo Eleitoral, cuja primeira etapa foi deflagrada em dezembro de 2024.
Tatiana Medeiros foi eleita pela primeira vez nas eleições de 2024, com 2.925 votos. Ela foi afastada por 60 dias da Câmara Municipal por decisão da Justiça Eleitoral e está proibida de frequentar o instituto Vamos Juntos.
Além da vereadora, o namorado dela, Alandilson Cardoso Passos, também foi alvo da investigação. Ele teve mandado de prisão preventiva cumprido em Minas Gerais, onde está detido desde novembro do ano passado, após ser preso durante uma operação do Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Denarc). Alandilson é suspeito de integrar uma facção criminosa e, no momento da prisão, estava acompanhado da vereadora.
Tatiana Medeiros e Alandilson Cardoso Passos
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