A "Operação Personagens" deflagrada na manhã desta sexta-feira (04) teve como alvo uma uma organização criminosa especializada em fraudes eletrônicas contra instituições bancárias nas cidades de Parnaíba, Luís Correia e municípios do Maranhão.
Durante a ação, foram cumpridos 30 mandados de busca e apreensão e 27 mandados de prisão. Um dos investigados encontra-se na Europa, mais precisamente na Itália, e o mandado de prisão expedido contra ele será inserido na Difusão Vermelha da Interpol.
Entre os crimes investigados estão: falsificação de documentos como RGs e CNHs, abertura de contas bancárias com dados falsos, obtenção de empréstimos consignados fraudulentos e uso indevido de cartões de crédito para compras com milhas e contratação de seguros de vida.
Foto: SSP-PIDe acordo com a investigação, os criminosos estruturavam núcleos distintos dentro da organização. Um grupo era responsável por recrutar "laranjas" que forneciam fotos e dados para a confecção de documentos falsos. A partir desses dados, eram criadas contas bancárias digitais em nome das vítimas, geralmente beneficiárias de programas previdenciários. O grupo usava a técnica de validação por reconhecimento facial, com a participação dos “Laranjas” para concluir os processos de verificação dos bancos.
Após a concessão dos empréstimos fraudulentos, os valores eram transferidos para contas controladas por intermediários e, posteriormente, para os membros da organização. Em muitos casos, o dinheiro era encaminhado diretamente para os líderes do esquema. O prejuízo estimado ultrapassa R$ 12 milhões.
Foto: SSP-PI De acordo com o diretor de Inteligência da SSP, delegado Anchieta Nery, o líder da organização criminosa foi preso na cidade de Imperatriz, Estado do Maranhão. “Esse indivíduo viajava para varias cidades do Brasil ensinando como aplicar esse tipo de golpe financeiro.Essa operação é mais uma ação que evidencia a importância do trabalho de inteligência policial e da cooperação entre forças de segurança para enfrentar crimes de alta complexidade e com ramificações interestaduais e internacionais”, pontuou Anchieta Nery.
A Polícia Civil segue com as investigações para identificar todos os envolvidos e recuperar os valores desviados. A Operação foi conduzida pela Secretaria de Segurança Pública do Estado do Piauí, por meio da 2ª Delegacia de Repressão aos Crimes Patrimoniais (DEPATRI) de Parnaíba, em conjunto com a Diretoria de Inteligência da Polícia Civil.
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