Domingo, 04 de outubro de 2026, 23:53
Política

Augusto Cury não declara apoio a nenhum candidato no 2º turno

A segunda etapa da disputa presidencial terá Flávio Bolsonaro e Lula, que tiveram 48% e 44%, respectivamente

Após a divulgação dos resultados do primeiro turno das Eleições 2026, o candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) divulgou um pronunciamento oficial no qual optou por não declarar apoio a nenhum dos candidatos que disputarão o segundo turno: Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com 2,93% dos votos, o médico e escritor cumprimentou os adversários que avançaram na disputa e afirmou que a proposta apresentada durante a campanha pelo projeto "Brasil dos Nossos Sonhos" ultrapassa o processo eleitoral.

  
Renato Pizzutto/Band 
 
 
 



Neutralidade no 2º turno e apelo à pacificação
Ao analisar o cenário do pleito --que definiu o segundo turno entre Flávio Bolsonaro (48,01%) e Luiz Inácio Lula da Silva (44,01%)--, Cury manteve uma postura de neutralidade e recusou-se a se engajar na campanha de qualquer uma das candidaturas. Em vez de sinalizar voto ou aliança política, o candidato limitou-se a desejar sucesso ao futuro governante, afirmando: "Quem ganhar, torço para que governe pensando em um Brasil de esperança".

O médico e psiquiatra concentrou suas palavras em um apelo contra a hostilidade política e a divisão ideológica no país. Cury defendeu a convivência harmoniosa entre correntes de direita, centro e esquerda, destacando que "democracia não é concordar; é aprender a caminhar juntos, mesmo discordando".Segundo ele, o objetivo central de sua trajetória foi plantar "sementes de pacificação" e superar um modelo político que transforma adversários em inimigos a serem destruídos.

Diagnóstico político e modelo de gestão
Em sua mensagem, o escritor voltou a defender o conceito de "mente capitalista e coração social" para a administração pública. Argumentou que a gestão do Estado precisa aliar empreendedorismo, inovação e produtividade ao combate rigoroso à pobreza e à desigualdade.

Relembrando sua infância na extrema pobreza, ressaltou que "mais de 90% das dores humanas não têm cor partidária". Cury também reiterou sua crítica ao que classifica como três "doenças institucionais" da América Latina: Reeleição e personalismo: o uso da máquina pública para autoperpetuação e a substituição de projetos de Estado por projetos de poder.
Desequilíbrio entre Poderes: o protagonismo que considera excessivo e desproporcional do Supremo Tribunal Federal (STF).
Presidencialismo personalista: a tendência de resumir os rumos da nação a sobrenomes de lideranças individuais.
Propostas e reformas estruturais
Para enfrentar os problemas apontados, Augusto Cury reforçou os pilares do seu plano de governo:

Reforma institucional: Defendeu o fim da reeleição presidencial, o estabelecimento de mandatos de oito anos para ministros do STF e a transição para o semipresidencialismo, no qual o presidente foca em diretrizes estratégicas e política externa enquanto um primeiro-ministro gerencia a administração cotidiana.


Economia e juros: Propôs responsabilidade fiscal rigorosa para reduzir a taxa de juros a patamares de 5% a 6% ao ano, além da divisão do BNDES para criar um banco voltado ao financiamento de 10 a 15 milhões de micro e pequenas empresas.


Educação e saúde: Defendeu escolas em tempo integral focadas no desenvolvimento do pensamento crítico, ampliação do ensino técnico no ensino médio e estruturação da telemedicina para atendimentos rápidos no SUS.
Produção de alimentos:

 Apresentou a meta de dobrar a produção agrícola nacional nos próximos ten anos, passando de 350 milhões para 700 milhões de toneladas, visando conter crises globais de abastecimento.

Fonte: Band.com.br

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