Ter familiares próximos com Alzheimer pode aumentar o risco de desenvolver a doença, mas não significa que o diagnóstico seja inevitável. O alerta faz parte das ações do Setembro Lilás, promovido pela Academia Brasileira de Neurologia (ABN) para conscientizar sobre a prevenção e a saúde do cérebro.

Segundo o neurologista Pedro Braga, do Departamento Científico de Neurologia Cognitiva da ABN, a maioria dos casos está relacionada à combinação entre envelhecimento, condições de saúde e hábitos de vida.
Hipertensão, diabetes, doenças cardiovasculares e sedentarismo estão entre os fatores que podem contribuir para o declínio cognitivo. A prática de exercícios, o controle dessas doenças, o estímulo intelectual, a convivência social e o sono adequado são apontados como medidas de proteção.
Casos hereditários são raros
O especialista explica que ter casos de Alzheimer na família é diferente de apresentar uma forma hereditária da doença. Os casos diretamente ligados a mutações genéticas são raros e geralmente atingem várias gerações, com sintomas surgindo precocemente.
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