O Ministério Público do Piauí (MPPI) abriu procedimento para apurar as condições de funcionamento do Hospital Areolino de Abreu, em Teresina, após a morte de Pedro Araújo Ribeiro, internado na unidade. No dia 26 de fevereiro, ele foi atacado por dois pacientes, sofrendo queimaduras e agressões com mãos e pernas amarradas, enquanto aguardava alta.
O caso levou o Conselho Regional de Medicina do Piauí (CRM-PI) a realizar vistoria, recomendando a apuração do incidente e avaliação de riscos institucionais. Em 3 de março, a promotora Débora Geane Aguiar Aragão conduziu audiência extrajudicial com a diretoria do hospital, obtendo informações sobre a estrutura da unidade, que possui 160 leitos e funciona em regime de porta aberta, e sobre o atendimento à vítima.
Foto: Divulgação Ofícios foram enviados ao Conselho Regional de Enfermagem (Coren-PI) e ao CRM-PI, solicitando apoio técnico e inspeção, além de subsídios para atualização de protocolos de gerenciamento de risco e crise psiquiátrica. Também foi requisitada documentação sobre déficit de pessoal e lista nominal de profissionais, incluindo médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem.
Em 4 de março, o MPPI expediu a Recomendação Administrativa nº 04/2026, orientando a criação de Procedimento Operacional Padrão (POP) específico para situações de risco e crise psiquiátrica. O hospital deve apresentar relatório detalhado sobre o déficit de pessoal e cumprir as orientações até a audiência marcada para 16 de março.
O procedimento nº 06/2026 foi instaurado em 27 de fevereiro pela 12ª Promotoria de Justiça de Teresina, que acompanha de perto a implementação das medidas de segurança na unidade.
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