Sexta, 09 de janeiro de 2026, 10:30
Segurança

Coronel Elizete aponta dificuldade de homens em aceitar “não” como fator da violência

Superintendente de Cidadania e Defesa Social da SSP também comenta cenário político e diz estar apta a disputar eleições pelo PT

A superintendente de Cidadania e Defesa Social da Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP), coronel Elizete, afirmou que o aumento da violência contra mulheres está relacionado à dificuldade de homens em aceitar o “não” feminino. A declaração foi dada durante entrevista ao programa Boa Tarde Piauí, exibido nesta quarta-feira (07)

Durante a entrevista, a coronel Elizete apresentou o que chamou de “teoria do não”, construída a partir de pesquisas e análises realizadas pela área de segurança pública. Segundo ela, as mulheres têm aprendido cada vez mais a dizer não, a denunciar e a impor limites em relacionamentos abusivos, enquanto muitos homens ainda não estão preparados para ouvir e respeitar essa negativa.


Foto: Band Piauí“A teoria do não mostra que as mulheres estão exercitando cada vez mais o direito de dizer que não querem, de dar um basta. Em contrapartida, os homens ainda não aprenderam a ouvir o não e, principalmente, a aceitá-lo”, explicou.

De acordo com a superintendente, essa dificuldade de aceitação contribui para o crescimento dos casos de violência, especialmente contra mulheres, e reforça que o problema vai além da repressão policial, sendo também uma questão cultural.

“Elas estão denunciando mais, se impondo mais, e esses homens não estão preparados para respeitar esse posicionamento. Por isso, a violência, na nossa hipótese, tem aumentado dia a dia”, destacou.

A coronel Elizete também citou casos recentes que evidenciam a necessidade de mudanças na educação de crianças e adolescentes, reforçando que a cultura pode e deve ser transformada. “Se é uma questão cultural, quem faz a cultura somos nós. Então, nós também podemos mudar essa cultura”, afirmou.

Além das ações preventivas e educativas, a superintendente ressaltou a importância da repressão aos crimes e informou que lançou recentemente uma campanha no estado do Piauí com o objetivo de combater crimes de violência, colocando-se à disposição da população. “Está mais do que na hora da gente dar um basta nesses crimes horrendos”, disse.

Cenário político

Ainda durante a entrevista, a coronel Elizete comentou sobre a possibilidade de ingresso na vida política. Segundo ela, diversos partidos buscaram seu nome, mas o convite feito pelo governador Rafael Fonteles foi determinante.

“Eu sou do time de Rafael Fonteles. Fui convidada por ele para estar pelo PT e também pelos dirigentes do Partido dos Trabalhadores. Estou apta, futuramente, a concorrer junto no time do governador”, afirmou.

A superintendente destacou ainda os resultados positivos da atual gestão, especialmente na área da segurança pública, e reforçou que faz parte do grupo político liderado pelo governador e pelo secretário Chico Lucas.

“Esse é um time que tem feito um verdadeiro sucesso em todo o estado, principalmente na segurança pública. Eu faço parte desse time também na parte política”, concluiu.

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