O deputado estadual e pré-candidato à Prefeitura de Teresina, Fábio Novo (PT), foi entrevistado no programa da Band Piauí, Boa Tarde Piauí, na tarde desta quinta-feira (23), respondendo com transparência suas opiniões políticas e estratégias para 2024.
HIDROGÊNIO VERDE
Como líder da bancada na Assembleia Legislativa do Piauí e a Casa sendo uma grande aliada para os investimentos do hidrogênio verde, de que forma o senhor avalia essa parceria?
"É uma parceria importantíssima. Inclusive, essa última viagem provou que o governador Rafael tem razão em apresentar o Piauí [para o mercado internacional], pois mostra que ele tem potencial, só que lá fora. Além disso, nada mais, nada menos do que a presidente da União Europeia,Ursula von der Leyen, anunciou que haveria um investimento na ordem de 2 bilhões de Euros para a produção do hidrogênio verde no nosso estado e um produto mais barato, com um custo menor. Dia 13 de dezembro, o Porto de Luís Correia será inaugurado em partes, mas que já possui uma grande vantagem: ser o mais perto, em distância, da Europa, assim como o aeroporto de Parnaíba. Ou seja, somos um lugar estratégico, de muitas maneiras."
Houve uma declaração do deputado cearense, Felipe Mota (União Brasil), afirmando que o Ceará levou uma "rasteira" do Piauí, com o anúncio do investimento europeu. Como o senhor avalia essa fala?
"Eu fico feliz com essa declaração, até porque não estamos puxando o tapete de ninguém. Tem uma lei que está sendo discutida na Assembleia, que inclusive é de minha autoria, sobre hidrogênio verde. Nós temos as condições para produzir essa energia limpa, temos um governador que é um grande entusiasta e o grande protagonista de tudo isso. E se o Ceará está reclamando, é porque eles não conseguiram fazer o que nós estamos fazendo."
ALIANÇA COM PSDB
Hoje o presidente estadual do PSDB, Luciano Nunes, publicou uma foto em suas redes sociais ao lado do ex-prefeito Firmino Filho. Em meio ao distanciamento de Nunes com a oposição de Teresina, existe a possibilidade de ser formada uma chapa com o senhor?
"Todo mundo sabe que eu tenho raízes no PSDB, que tenho boas relações com os integrantes do partido e com o próprio Luciano. Este é o momento em que ainda discutimos trazer para compor o nosso palanque os partidos da base aliada do Governador Rafael Fonteles. Política é a arte do diálogo, envolve tempo. Tem alguns partidos da base que pretendem lançar uma candidatura própria e assim devemos respeitar os nomes que são postos. No entanto, não descarto a possibilidade de conversar com o PSDB nem de que o partido possa estar junto conosco em uma chapa."
Mas existe essa conversa?
"Não conversei com o deputado Luciano. Conversei com vários membros do PSDB, coloquei que estava à disposição caso haja interesse. Todos que quiserem nos ajudar a montar uma grande frente para reconstruir Teresina são bem-vindos. Com certeza tem possibilidade de isso acontecer."

CONVERSAS COM MDB
O senhor está conseguindo dialogar com todos os integrantes do MDB?
"No MDB, tem dois grupos, uns que apoiam o nosso nome e outros que querem a candidatura própria. Precisamos respeitar esse posicionamento. Eu já dialoguei algumas vezes com o vice-governador Themístocles Filho e com alguns deputados emedebistas, tentando mostrar a importância de unificar a base no primeiro turno, mas se não vamos nos unir no segundo turno."
O senhor acredita que o vice-governador Themístocles Filho possui o poder de veto e pode estar sendo um impasse na negociação de apoiar o senhor no próximo ano?
"Olha, já votei em Themístocles sete vezes para a presidência da Alepi. Ele tem a opção de ter uma candidatura do seu partido, que é o Dr. Paulo Márcio, mas preciso lembrar que ele não é da nossa base, ele não votou no governador Rafael Fonteles nem no presidente Lula. Acredito que por questão de coerência, entre Dr. Paulo Márcio e Fábio Novo, ele deveria me escolher. Eu não sou um desconhecido, eu já voto no vice-governador há muito tempo e ele sabe quem eu sou."
Mesmo Paulo Márcio no MDB, você o vê como alguém que não faz parte do grupo?
"Precisamos respeitar as vontades e as ideologias das pessoas. Mas no momento em que houve crise no Hospital Universitário, quando tinha o próprio presidente do MDB estadual, senador Marcelo Castro, enviando recursos para criar a ala do câncer, o governo Bolsonaro não liberava a emenda dele por perseguição política, naquele momento o ministro da Casa-Civil era aquele. Esse impasse não prejudicou o governador Wellington, prejudicou o povo do Piauí. Em nenhum momento o Dr. Paulo Márcio se levantou contra essa perseguição política, eu sim. Porque não aproveitaram, com Ciro e Bolsonaro, para trazer tantas coisas boas para o HU? Aí o Lula e o Rafael assumem em janeiro, o hospital começa a andar mais rápido, mais emendas e recursos são implantados por deputados e senadores. Nosso tratamento é republicano, o que não ocorreu no passado. Dr. Paulo Márcio não fez parte desse projeto e hoje é um dos maiores beneficiários, colhendo muitos frutos."
Indo pela mesma lógica, Bárbara do Firmino também era da oposição. Então, ela não faz parte da base?
"Não. Em quem a Bárbara e a Lucy votaram para governador? No Rafael, além de votar no Lula. Firmino defendia a vacina, ao lado de Wellington Dias; eles eram politicamente opostos, mas se aliaram nisso, enquanto Sílvio Mendes, que é médico, era contra a vacina. Essas são as diferenças. Eu tenho coisas que convergem com a Bárbara.
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