Sábado, 28 de março de 2026, 14:53
Política

Fernando Lima defende escalonamento e critica especulação imobiliária

Fernando Lima afirma que medida evita impacto ao contribuinte e aponta crescimento desordenado da capital

Em entrevista ao programa Boa Tarde Piauí, nesta quinta-feira (26), o vereador Fernando Lima (PDT) defendeu o escalonamento de reajustes ao longo de dez anos como forma de reduzir impactos financeiros à população e criticou a especulação imobiliária em áreas centrais de Teresina, apontando reflexos no crescimento urbano e nos custos dos serviços públicos.

Durante a entrevista, o parlamentar explicou que a divisão do aumento em um período de dez anos foi discutida com base em orientações técnicas do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PI), apresentadas em reunião na Câmara Municipal.


Foto: Band Piauí“A melhor solução é fazer esse escalonamento, dividindo o aumento em 10 anos”, afirmou.

Segundo o vereador, a proposta busca equilibrar a necessidade de atualização com a realidade financeira da população.

“Há necessidade dessa atualização, mas também de evitar um impacto muito bruto para o contribuinte teresinense”, completou.

Fernando Lima também chamou atenção para os efeitos da especulação imobiliária no crescimento da capital. De acordo com ele, a existência de terrenos ociosos em áreas centrais contribui para a expansão desordenada da cidade.

“Temos muitos terrenos nas zonas centrais que são mantidos apenas para especulação imobiliária”, disse.

O parlamentar destacou que esse cenário influencia diretamente no avanço da cidade para regiões mais afastadas.

“Isso faz com que a cidade cresça para as periferias, como nas regiões de Altos, Santa Maria da Codipi e Demerval Lobão”, acrescentou.

Ao citar dados apresentados pelo TCE-PI, o vereador comparou Teresina a outras capitais e apontou impactos administrativos.

“Isso impacta muito na execução dos serviços por parte do município de Teresina, por parte do Executivo”, afirmou.

Segundo ele, a expansão territorial aumenta os custos da gestão pública.

“Com a cidade mais espalhada, aumenta o custo com limpeza pública, saúde e transporte”, concluiu.

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